Mostrando postagens com marcador Vegetarianismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vegetarianismo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de maio de 2011

Motivos para se tornar vegetariano -> RELIGIOSOS

R  E  L  I  G  I  O  S  O  S


Há também aqueles que se tornam vegetarianos por opções espirituais ou religiosas. Em certas religiões o vegetarianismo é um elemento básico para que um indivíduo se torne mais apto e mais encorajado a amar Deus e todas as suas criaturas.

Os Hindus e os Jainistas são exemplos de correntes religiosas que defendem o vegetarianismo. Também muitos Adventistas do sétimo Dia e Budistas são vegetarianos.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Motivos para se tornar vegetariano -> ECONÔMICOS

E  C  O  N  Ô  M  I  C  O  S
Embora a crença generalizada possa ser do contrário, ser vegetariano pode permitir poupar dinheiro! Existem muitos tipos de vegetais, cereais, frutas, nozes e uma enorme variedade de outros produtos disponíveis no mercado. Bem equilibrados dão facilmente um bom substituto de carne ou peixe a um preço mais baixo. Por exemplo, meio quilo de soja custa em torno de 4 reais e dá para cerca de 8 doses individuais. Vantagem econômica global Economicamente. Nas ultimas décadas a produção de grãos, só nos EUA, aumentou em quase 100%. Mas calcula-se que atualmente os rebanhos americanos consomem 85% de todo o milho, cevada, aveia e soja produzidos e não exportados.

Uma extensa porção do país é utilizada para produzir carne de vaca— uma terra que poderia ser usada para cultivar alimentos vegetarianos e alimentar muito mais pessoas do que a carne produzida é capaz... 33% dos grãos produzidos no mundo e 70% dos grãos produzidos nos USA são para alimentar os animais criados para o nosso consumo.

Muitas das nações em desenvolvimento plantam e exportam grãos para alimentar o gado das nações Ocidentais, enquanto que a sua população morre de fome. A maioria das pessoas concorda que desperdiçar comida não é uma atitude correta, nem econômica. Contudo, todo o esforço e energia para produzir cerca de 1 quilograma de proteína de carne desperdiça cerca de 16 quilos de proteínas de grãos. Este desperdício, apenas nos Estados Unidos, seria suficiente para cobrir 90% do déficit anual de proteína no mundo inteiro.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Motivos para se tornar vegetariano -> ÉTICOS

É    T    I    C    O    S


Uma das principais razões que leva a que as pessoas se tornem vegetarianas é o respeito pelos animais. Para muitos, a decisão de se tornarem vegetarianos prende-se com a vontade de eliminar todos os tipos de exploração e experiências sobre animais. A competição para produzir carne, ovos e derivados de leite baratos leva a que os animais para consumo humano sejam tratados como objetos e mercadorias. As condições em que os animais são criados são cada vez piores: espaços minúsculos, condições estressantes, más condições de transporte, as crias são retiradas à mãe, etc.



Peter Singer, filósofo da Princeton University e autor do livro Animal Liberation (Libertação Animal), afirmou que “todos os argumentos para provar a superioridade humana não conseguem desmentir esse fato: no sofrimento, os animais são iguais a nós”. Apesar de ser quase impossível evitar todos os produtos que estejam de alguma maneira vinculados ao sofrimento dos animais, ao rejeitar os produtos primários pelos quais os animais são mortos e explorados, está-se a retirar o apoio a indústria pecuária e consequentemente a reduzir o sofrimento.


terça-feira, 26 de abril de 2011

Motivos para se tornar vegetariano -> SAÚDE

S  A  Ú  D  E

Nos últimos anos, extensivos estudos médicos têm provado que os Ocidentais seguem uma dieta com quantidade excessiva de açúcares, proteínas, gorduras saturadas, colesterol, pesticidas e com poucas fibras. Este tipo de dieta está a originar elevados custos médicos. A maioria das pessoas que segue uma alimentação onívora consome várias vezes mais proteínas do que as que são necessárias. Essa proteína extra não só é um desperdício como causa doenças desnecessárias. O consumo exagerado de produtos animais na dieta ocidental é responsável, em parte ou na totalidade, pelo alto índice de morte causadas pelas seguintes doenças:

  • ATAQUE CARDÍACO, 
  • ARTRITE, 
  • CÂNCER DA MAMA, 
  • CÂNCER DA PRÓSTATA, 
  • CÂNCER DO CÓLON, 
  • OSTEOPOROSE, 
  • DIABETES, 
  • ASMA, 
  • PEDRA NOS RINS, 
  • IMPOTÊNCIA 
  • OBESIDADE
  • ENTRE OUTROS

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Produtos Vegetarianos: Onde e como escolher?




A maioria dos produtos que fazem parte da alimentação de um vegetariano encontra-se à venda em qualquer supermercado ou até mercearia. A base da alimentação vegetariana são legumes, fruta, leguminosas (feijão, grão, ervilhas), frutos secos e cereais, alimentos que se encontram em qualquer local, por mais remoto que seja.
Produtos mais específicos, mas não indispensáveis no dia-a-dia, como tofu, glúten, soja, algas encontram-se também cada vez mais facilmente em lojas de produtos naturais, ervanárias e até na maioria dos hipermercados. E alguns produtos como leite de soja, tofu, glúten ou iogurtes de soja também se podem fazer em casa facilmente e a preço mais econômico.

Em lojas especializadas e em hipermercados também já se encontram alimentos congelados ou refeições pré-preparadas aptas para vegetarianos, que podem constituir boas alternativas para quem tem menos tempo ou aptidão para cozinhar. No entanto, estes alimentos, como hambúrgueres, samusa, salsichas, normalmente são mais caros e também não são tão saudáveis, pelo que não devem ser a base da alimentação.

Quem vive em grandes cidades também já tem muitos serviços de entrega de comida em casa com opções vegetarianas. E mesmo muitos restaurantes vegetarianos têm serviço de drive-thru ou de entrega ao domicílio.

sábado, 16 de abril de 2011

A famosa Proteína

<Texto extraído do livro ALIMENTAÇÃO VEGETARIANA>


UM MITO?
Sim! Muita gente pensa que morrerá se deixar de comer o suculento bife de vaca.


UMA EXTRAVAGÂNCIA,Também! É excessivo, mesmo que seja 10 gramas diárias. UM INTERESSE ECONÔMICO... 


O maior de todos! Até porque muita gente sobrevive da morte da vaquinha, mesmo sabendo que ela viva dá muito mais lucro. Eu até poderia dispensar este tópico, visto não ser a minha proposta convencê-lo, nem tão pouco contestar o uso de proteínas animais, sejam derivadas das carnes, ou dos leites. Mas como sabemos que os estudos exigem sempre algo que nos enche a paciência e que estão dentro dos assuntos que abordamos, não deixaremos de falar das ditas proteínas animais. A nossa visão não será a que, quimicamente, se encontra em outros livros, pois para isso bastaria enumerar a relação desses livros para a sua informação ficar completa. 

Indicação livro "Comer Animais"


A pergunta é clássica: você  comeria isso se soubesse como foi preparado? 

Pense um pouco na questão e  estará diante do livro do escritor americano Jonathan Safran Foer, no seu terceiro best-seller. "Comer Animais", é uma pesquisa  aprofundada sobre a carne que chega ao nosso prato, mais especificamente  de onde ela vem e o que ocorre quando ainda não é carne, mas bicho.  Para costurar todos esses dados, ele usa uma boa dose de histórias  pessoais e questões filosóficas como "Por que amamos cachorros e não  porcos?".

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Churrasco vegano


Viver sem carne no prato não precisa afastar os gaúchos da churrasqueira. O caderno Vida de Zero Hora deste sábado 02/04/2011 mostrou que, se criteriosa, a alimentação vegetariana ganha aval de especialistas e criatividade, como o churrasco vegetariano, feito pelo casal João Carneiro e Maria de Nazareth. Os estudos mostram que a dieta sem produtos de origem animal não oferece danos se houver reposição de nutrientes.



segunda-feira, 4 de abril de 2011

sexta-feira, 11 de março de 2011

O que é ser "Vegetariano"?






Muitos ouvem falar mas pouco sabem o que é e compreendem o vegetarianismo. É comum para vegetarianos: Ah, mas você come come frango e peixe, não é? Você só come alface? Mas a carne tem proteínas, você pode viver sem proteínas? Não me diga que você não come carne por dó aos animais, ou é?... e assim por diante. Realmente é difícil para a maior parte da população entender, respeitar e imaginar algo além da cultura imposta. Perguntas sempre vão existir, essas são exemplo das mais frequentes, a falta da informação não é de tudo ruim, mas a falta de interesse é.


Respondendo as perguntas citadas acima:


Ah, mas você come come frango e peixe, não é?
Há quem coma apenas carnes brancas, porém isso não faz com que ele(a) seja um vegetariano. Vegetarianos se privam de consumir qualquer tipo de carne, todos eles. Se alguém come qualquer tipo de carne, de qual animal seja, essa pessoa não é vegetariana.


Você só come alface?
Eu não sei o que implicam com a alface, alface é uma das opções que usamos em saladas e outras receitas por exemplo. A alimentação de um vegetariano é rica e diversificada, mesmo sendo de base vegetal, não significa que coma apenas folhas.


Existem tipos de vegetarianos, alguns consomem produtos de origem animal mas não carne.
Ovo-lacto-vegetariano: Se alimenta de alimentos de origem vegetal, ovos, leite e seus derivados.
Lacto-vegetariano: Se alimenta de alimentos de origem vegetal, leite e seus derivados.
Ovo-vegetariano: Se alimenta de alimentos de origem vegetal e ovos.
Vegano: Se alimenta apenasde alimentos de origem vegetal.
(Em muitos casos os ovo-lacto-vegetarianos, lacto-vegetarianos e ovo-vegetarianos se tornam veganos com o tempo)


Mas a carne tem proteínas, você pode viver sem proteínas?
A carne realmente é um alimento rico em proteínas e estas são essenciais para nosso organismo. Porém muitos se enganam na parte [...] é UM alimento [...], pois pensam que é O alimento que tem proteínas. Podemos encontrar em város vegetais proteínas, substintuindo as da carne e suprindo nossas nececssidades. Na carne ainda há além de proteínas gorduras, mal coletesterol, hormônios (sim e vários deles) etc.


Não me diga que você não come carne por dó aos animais, ou é?
Esta na minha opinião é a pior. Há vários motivos para se tornar vegetariano, este é um deles e o principal. O motivo da quase totalidade de quem se torna vegetariano é este. Os animais sentem dor, eles querem viver, vovê já viu algum animal morrendo e implorando olhando para seus olhos pedindo misericórdia mesmo sem saber falar, ainda que muitos não acreditam animais têm sentimento (ao menos os mamíferos que têm a massa cinzenta com o sistema límbico que processam os sentimentos como amor, raiva, ódio, prazer dentre outros).


E a grande pergunta O que é ser "vegetariano"?
Ser vegetariano, em suma, é não comer nenhum tipo de carne. Mas a pessoa tem que ter um motivo para isso. Seja qual for esse motivo quem se torna vegetariano não muda apenas o hábito alimentar, muda também suas atitudes na vida e suas ideologias. Ou seja, o vegetarianismo então se torna uma ideologia que o vegetariano abraça e faz uso todos os dias.


Como Albert Einstein (que foi vegetariano) disse:
"Nada beneficiará tanto a saúde humana e aumentará as chances de sobrevivência da vida na terra quanto a evolução para uma dieta vegetariana.
A ordem de vida vegetariana, por seus efeitos físicos, influenciará o temperamento dos homens de uma tal maneira que melhorará em muito o destino da humanidade."



SABER é o "S", o primeiro passo do projeto SCAPE. este é um resumo sobre o que é vegetarianismo, caso haja alguma pergunta tanto sobre o vegetarianismo, crueldade animal ou o projeto envie um email para projetoscape@gmail.com .

História do Vegetarianismo nas sociedades



Há quem pensa que o vegetarianismo é novo, que é moda ou ainda um capricho. Porém poucos sabem que ele está presente desde as civilizações mais antigas. O vegetarianismo não é novo, mas hoje está mais visível e cada vez mais pessoas tomam consciência dele.

Para conhecer um pouco sobre a história do vegetarianismo acesse os links abaixo:

Vegetarianismo nas Civilizações Antigas



Por volta de 3200 AC, o vegetarianismo foi adotado no Egito por grupos religiosos, que acreditavam que a abstinência de carne criava um poder carmico que facilitava a reencarnação. Na China e Japão Antigos (século III, AC), o clima e os terrenos eram propícios à prática do vegetarianismo. O primeiro profeta-rei chinês, Fu Xi, era vegetariano e ensinava às pessoas a arte do cultivo, as propriedades medicinais das ervas e o aproveitamento de plantações para roupas e utensílios. Gishi-wajin-den, um livro de história da época, escrito na China, relata que no Japão não existiam vacas, cavalos, tigres ou cabras e que os povos viviam das plantações de arroz, do peixe e dos crustáceos que apanhavam. Na Índia, animais como as vacas e macacos foram adorados. O rei indiano Asoka, que reinou entre 264-232 a.C., converteu-se ao Budismo, chocado com os horrores das batalhas. Ele proibiu os sacrifícios animais e o seu reino tornou-se vegetariano. A Índia, ligada ao Budismo e Hinduísmo, religiões que sempre enfatizaram o respeito pelos seres vivos, considerava os cereais e os frutos como a melhor forma (mais equilibrada) de alimentar a população. Juntamente com estas práticas religiosas, certos exercícios, como o Yoga, associaram-se ao não consumo de carne, para alcançar a harmonia e ascender a níveis espirituais superiores.

Vegetarianismo na cultura grega e romana



Em certas épocas, a venda de carne chegava a ser proibida ao público. O matemático e filósofo grego Pitágoras e o filósofo romano Platão advogavam a não crueldade para com os animais. Eles verificaram que as vantagens de um regime vegetariano eram imensas e que este regime era a chave para a coexistência pacífica entre humanos e não humanos, focando que o abate de animais para consumo embrutecia a alma das pessoas. Os argumentos de Pitágoras a favor de uma dieta sem carne apresentavam três pontos: veneração religiosa, saúde física e responsabilidade ecológica. Estas razões continuam a ser citadas hoje em dia por aqueles que preferem levar uma vida mais responsável. Os Essênios foram um antigo povo judeu, que viveu durante o segundo século a.C., e reagiram ao excessivo abate de animais que eram feitos muitas vezes num só dia. Acabaram por ser perseguidos e mortos pelos romanos.

Vegetarianismo no Cristianismo



O Cristianismo primitivo, com raízes na tradição judaica, viu o vegetarianismo como um jejum modificado para purificar o corpo, ensinavam que evitar a carne era uma maneira de aumentar a disciplina e a força de vontade necessárias para resistir `as tentações. Isto tornou as restrições dietéticas, como o vegetarianismo, muito comuns no comportamento cristão da época. E estas crenças foram transmitidas ao longo dos anos de uma forma ou de outra – por exemplo, a proibição de carne (exceto peixe) da Igreja Católica Romana nas sextas-feiras, durante a Quaresma. Com o estabelecimento do Cristianismo, surgiram ideias de supremacia humana sobre todas as criaturas, mas muitos grupos não ortodoxos não partilhavam desta visão. Desde então, no decorrer da Idade Média, todos os seguidores das filosofias que eram contra o abate e abuso dos animais, eram considerados fanáticos, hereges e frequentemente perseguidos pela Igreja e queimados vivos. No entanto, conseguiram escapar a este terrível destino dois notáveis vegetarianos – Santo David (Santo Padroeiro de Wales) e São Francisco de Assis. O mundo medieval considerava que os vegetais e cereais eram comida para os animais. Somente a pobreza compelia as pessoas a substituírem a carne pelos vegetais. A carne era o símbolo de status da classe alta. Quanto mais carne uma pessoa pudesse comer, mais elevada era a sua posição na sociedade.

Vegetarianismo no Renascimento



No início da era Renascentista, a ideologia vegetariana surgiu como um fenômeno raro. A fome e as doenças imperavam, enquanto as colheitas falhavam e a comida escasseava. A carne era muito pouca e um luxo apenas para os ricos. Foi durante este período que a filosofia clássica (greco-romana) foi redescoberta. O Pitagorismo e o Neo-Platonismo tornaram-se novamente uma grande influência na Europa. Com a sangrenta conquista de novos territórios, novos vegetais foram introduzidos na Europa, tais como as batatas, a couve-flor e o milho. A adoção destes novos alimentos trouxe imensos benefícios à saúde, ajudando a prevenir doenças dermatológicas, que eram na altura muito frequentes.


"Haverá um tempo em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um animal inocente da mesma forma como hoje se julga o assassino de um homem."
Leonardo da Vinci

Vegetarianismo no Iluminismo



Com o Iluminismo do século XVIII, emergiu uma nova perspectiva do lugar do Homem na ordem da criação. Argumentos de que os animais eram criaturas inteligentes e sensíveis começaram a ser ouvidos e objeções morais a serem colocadas, à medida que aumentava o desagrado pelo desrespeito e abuso dos animais. Nas religiões ocidentais houve um ressurgimento da ideia de que, na realidade, o consumo de carne era uma aberração e ia contra a vontade de Deus e contra a genuína natureza da humanidade. Nestes dias, os métodos de abate eram extremamente bárbaros. Os porcos eram chicoteados até a morte com cordas cheias de nós para tornar as carcaças mais tenras, e os pescoços das galinhas eram golpeados, para depois serem penduradas e deixadas a sangrar até morrer. Vegetarianos famosos deste período incluíram os poetas John Gay e Alexander Pope, o médico Dr. John Arbuthnot e o fundador do movimento metodista John Wesley. Grandes filósofos como Voltaire, Rousseau e Locke, questionaram a inumanidade do Homem em relação aos animais; e a obra de Paine, The Rights of Man, de 1791, despertou muitos assuntos a respeito dos direitos dos animais.

Vegetarianismo no século XIX



A influência do Cristianismo radical, no século XIX, deveu-se à grande difusão do vegetarianismo na Inglaterra e nos Estados Unidos. Os fundamentalistas cristãos provieram de grandes congregações existentes na recente e pobre zona urbana. Estes representantes estavam a sair da Inglaterra e a espalhar-se por outros países europeus, e as comunidades vegetarianas nos Estados Unidos eram formadas majoritariamente por Adventistas do Sétimo Dia. Um notável praticante desta religião era o Dr. John Harvey Kellogg (na foto), o inventor dos cereais Kellogg’s. Por volta de 1880, os restaurantes vegetarianos eram populares em Londres e ofereciam refeições baratas e nutritivas

Vegetarianismo no século XX



Com o virar do século XX, a população britânica encontrava-se ainda num estado de pobreza. A Sociedade Vegetariana, durante a crise de 1926, distribuía alimentos `as comunidades mais carentes - o vegetarianismo e o humanitarismo estiveram sempre proximamente relacionados. Devido à escassez de alimentos durante a Segunda Guerra Mundial, os britânicos foram encorajados a “Escavar para a Vitória” (Dig For Victory), para cultivarem os seus próprios vegetais e frutas. A dieta vegetariana manteve a população, e a saúde das pessoas melhorou muito durante os anos em guerra. Nos anos 50 e 60 do século XX, muitas pessoas tomaram consciência do que se passava nas unidades de produção intensiva, introduzidas após a guerra. O vegetarianismo tornou-se muito apelativo quando as influências orientais se espalharam pelo mundo ocidental. Durante as décadas de 80 e 90, o vegetarianismo ganhou um maior ímpeto, quando o desastroso impacto que a população humana estava a causar no planeta se tornou mais evidente. Os assuntos ambientais dominaram os noticiários e estiveram durante muito tempo em primeiro plano na política. O vegetarianismo foi encarado como parte do processo para a conservação dos recursos.

Vegetarianismo Atualmente


Mais recentemente, assuntos como as importações de gado foram motivo de oposição ao consumo de carne por parte de muitas pessoas, por todo o Reino Unido. Preocupações em relação à saúde surgiram quando as pessoas se aperceberam de que os animais para consumo estavam infectados com doenças como a “doença da vaca louca” (BSE), listeria salmonelas. cada vez mais num regime de vida saudável. O vegetarianismo passou então a ser associado à prevenção da saúde e dados cada vez mais concretos apontaram a carne como causa de inúmeras doenças. Consequentemente, o não consumo de carne e outros produtos animais foram associados à não-violência e ao respeito pelos animais. Desde então organizações de defesa animal e promoção do vegetarianismo/veganismo começaram a ganhar cada vez mais força e a desenvolver ações mundiais. Os benefícios do vegetarianismo têm sido evidentes ao longo de todas as culturas, e uma dieta exclusivamente à base de vegetais tem mantido a população humana desde milhões de anos atrás. Com a população global a crescer de forma exaustiva e os recursos a decrescerem de forma assustadora, o vegetarianismo/veganismo é considerado por muitos como a solução para todos os problemas da humanidade e irá influenciar grandemente o futuro das gerações que se seguem.

Cada vez mais pessoas tem se tornadas vegetarianas hoje, estima-se que cerca de 5% da população. A facilidade de acesso e troca de informações pode ter causado uma maior concretização